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11/05/2016
ROSIER COMEÇA SUBIDA AO EVEREST

Na foto Rosier está em Shekar a 4.300m

Com quase 40 dias entre o Nepal e Tibete, na conclusão da última etapa do Projeto 7 Cumes (a chegada ao topo do Monte Everest), o montanhista Rosier Alexandre se prepara para enfrentar a fase decisiva da expedição rumo ao cume mais alto do planeta. No Tibete, desde o dia 14 de abril, o montanhista, que está escalando o Monte pela sua face norte, conseguiu chegar a 7.070m de altitude, na semana passada, quebrando seu recorde sem qualquer reação indesejada, apesar do clima severo.

No dia 8 de maio, como parte de seu planejamento estratégico, Rosier desceu para o pequeno vilarejo de Shekar (a 4.300m de altitude e a duas horas do Campo Base), para descansar por 3 noites e recuperar-se da longa estadia em altitudes mais elevadas. O próximo passo será subir ao campo base (5.150m), e, de lá, até o Acampamento Base Avançado (6.400m), seguindo as demais etapas até o cume do Everest: campo 1 (7.070m), campo 2 (7.700m) e, finalmente, campo 3 (8.300m), de onde partirá para conquistar o topo da montanha.
A previsão de chegada ao cume é 17 de maio.

Apesar do acesso limitado à internet, Rosier compartilhou seu dia a dia no Tibete, descrevendo algumas dificuldades enfrentadas por ele, ao longo da expedição. Confira relato na íntegra:

“Olá Amigos, 
Nossa expedição ao Everest está se aproximando do final. Como vocês bem sabem, esta é a minha terceira expedição ao Everest, porém é a primeira pela Face Norte. As duas primeiras, fiz pela face Sul, no Nepal.

Em 2014, nossa expedição foi encerrada com uma avalanche, que matou 16 sherpas. Já em 2015, o problema foi o terremoto que matou mais de 9.000 pessoas no Nepal, incluindo 19 montanhistas e turistas que estavam no campo base da montanha. Na época, eu fiquei preso no campo 2 (a 6.500m) e, somente depois de 3 dias, fui resgatado de helicóptero.

Depois destas duas tragédias, veio a mudança de estratégia. Enquanto na face sul temos muitas gretas e avalanches, na face norte, no Tibete, nós temos outros desafios, a começar pela extrema burocracia chinesa. Para vocês terem uma ideia, as checagens militares chegam a ser 5 por dia, durante a aproximação da montanha. Até no campo base, a 5.150m de altitude, nós temos militares circulando. Outro incomodo: o visto chinês não é anotado no passaporte. Trata-se de uma folha tamanho ofício, que temos que andar com a cópia original em todos os momentos.
Na montanha, temos menos gretas e quase não há avalanches. Em compensação, o frio e o vento são exagerados, e é isso que assusta a muita gente. Enquanto na face sul temos mais conforto com a comida fresca e de excelente qualidade, Internet e resgate de helicóptero, na face norte, a comidinha é bem diferente, não há resgate de helicóptero ou internet, causando um isolamento pleno mesmo. Você assume um risco maior. Exige um planejamento bem melhor.

Nossa previsão é chegar ao cume no dia 17, o que poderia até ocorrer no dia 15. Porém, as duas tragédias de 2014 e 2015 fez muita gente migrar para a face norte, que este ano chegou a capacidade máxima estabelecida pelo governo: 280 pessoas, entre escaladores, porteadores, cozinheiros e outros prestadores de serviços. Por conta deste grande número de pessoas, a opção é partir ao cume somente no dia 17, para evitar aglomeração e, assim, ter um pouco mais de segurança.

Esta programação pode sofrer alguma alteração, se ocorrerem mudanças climáticas bruscas. Mas, creio que vamos executá-la.

Logo que possível, voltarei com mais informações. 
Com o meu abraço do tamanho do Everest.

Rosier Alexandre”

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